Submissão de Projetos

Os projetos deverão ser submetidos diretamente no formulário on-line, não havendo necessidade de envio de outros documentos.

Submissão de projetos:

Orientações para uso do sistema:

  • 4 módulos de formulários compõem o processo de submissão do estudo;
  • TODAS as alterações DEVEM SER SALVAS antes de prosseguir;
  • Ao final do preenchimento do primeiro formulário será gerado um código de acesso de 4 dígitos;
  • O código de acesso permite ao pesquisador logar no painel de controle para gerenciar o seu estudo (visualizar cadastro/ver status/editar e excluir quando cabível);
  • No formulário 4 o pesquisador deverá anexar obrigatoriamente o PROJETO DE PESQUISA e o TERMO DE COMPROMISSO devidamente assinado. O modelo de termo de compromisso encontra-se disponível no formulário 4;
  • No caso de pesquisas envolvendo outras disciplinas ou mesmo outras instituições, anexar declaração de concordância da(s) mesma(s);
  • Ao submeter o estudo para análise, o código de acesso será mostrado novamente. Em posse desse código o pesquisador poderá logar no painel de controle e checar o seu Número de Registro na CEUA, além de acompanhar o processo on-line;

Animais Geneticamente Modificados:

Nos projetos que envolvam Animais Geneticamente Modificados é necessária a aprovação da área de manipulação e do projeto de pesquisa pela CIBIO/CTNBio.

O projeto após apresentado ao CEUA, só pode ter duas reanálises, sendo a terceira reprovado.

Ex: primeira submisão / 1º reanálise / 2º reanálise / 3º reanálise = REPROVADO

  • Projeto de pesquisa (na capa do projeto de pesquisa deverá constar: nome da instituição que estuda e/ ou de vínculo, título do projeto, nome por extenso do orientador e dos participantes com o RA, nome do curso, campus e ano);
  • Quando o Projeto envolver animais silvestres tem que ter aprovação do Ibama
    AUTORIZAÇÃO DA SISBIO – Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade. O procedimento é online, entrar no site: www.icmbio.gov.br/sisbio, ver a instrução normativa 154/2007. A SISBIO tem 30 dias para liberar o documento. Esta autorização precisa acompanhar os documentos para análise da CEUA.
    * Quando a pesquisa utilizar peixes, se forem coletados apresentar o SISBIO no caso de compra apresentar a Inspeção Sanitária juntamente com o nome da empresa e CNPJ.
  • CTNBio: estudos envolvendo o uso de animais geneticamente modificados, ou seja, manipulados geneticamente, devem obrigatoriamente obter aprovação prévia da CTNBio antes da submissão do Projeto ao CEUA. Porém, estudos com mutações espontâneas não são consideradas para essa aprovação da CTNBio.
  • Projetos observacional:  projetos que contemplem “somente” a observação animal, por exemplo, aqueles com visitas a campo, mesmo que o pesquisador não sequer encoste no animal, é obrigatório a submissão do Formulário completo ao CEUA.
  • Relato de caso: às vezes aparece um caso interessante durante procedimentos clínicos em um hospital veterinário, por exemplo. Nesse caso seria impossível prever isso de modo a submeter o protocolo a CEUA antes do contato com o animal. Nesses casos existe a possibilidade do pesquisador responsável imediatamente submeter um pedido de autorização ad referendum ao CEUA, que será avaliado rapidamente, sem a necessidade de aguardar a reunião. Assim o pesquisador pode ficar autorizado a conduzir a pesquisa. Porém, isso não exime o pesquisador a posteriormente submeter o formulário completo a CEUA, podendo inclusive ser negado.
  • Reaproveitamento de animais: § 8 da lei: “É vedada a reutilização do mesmo animal depois de alcançado o objetivo principal do Projeto de pesquisa”. Para outros fins que não a pesquisa, como uso de roedores para alimentação de serpentes, etc, é permitido a doação desses animais, órgãos, etc. Mas essa prática necessariamente precisa estar contemplada no formulário inicial submetido a CEUA, incluindo termo de doação.
  • Levantamento de dados: estudos que contemplem o levantamento, por exemplo, de prontuários dos hospitais veterinários, necessariamente devem preencher o formulário completo para a CEUA, incluindo anexo o termo de consentimento dos proprietários que atestem saber que os dados serão utilizados para publicação. Ou seja, mesmo que o pesquisador não entre em contato com qualquer animal, somente aos arquivos, deve submeter formulário a CEUA.
  • Estresse: protocolos que envolvam práticas de estresse e sofrimento nos animais devem constar de maneira extremamente clara e explicita no Formulário a contribuição e relevância daquele estudo.

Nível de Biossegurança: no caso de manipulação dos microrganismos deverá ser citado o nível de segurança (N1, N2, N e N4).

PRINCÍPIO DOS 3 R´s

Dois cientistas ingleses, Russell & Burch (apud Remfry, 1987), conseguiram sintetizar com três palavras o Princípio Humanitário da Experimentação Animal. Por sua grafia em inglês conter a letra R no início década palavra – Replacement, Reduction e Refinement –, ficou definido como o Princípio dos 3 Rs.

  • REPLACEMENT – traduzido como Alternativas, indica que sempre que possível devemos usar, no lugar de animais vivos, materiais sem sensibilidade, como cultura de tecidos ou modelos em computador. Os mamíferos devem ser substituídos por animais com sistema nervoso menos desenvolvido. O Fundo para Alternativas ao Uso de Animais em Experimentação (FRAME, sigla original em inglês), fundado em 1969, no Reino Unido, procura encontrar novas técnicas para a substituição dos animais em pesquisas. Já surgiram várias alternativas como, por exemplo, culturas de tecidos humanos para a produção de vacinas da pólio e da raiva e testes in vitro para testar a segurança de produtos. Porém, há inúmeras áreas onde não é possível usar alternativas como pesquisa de comportamento, da dor, cirurgia experimental, ação de drogas etc.
  • REDUCTION – traduzido como Redução; já que devemos usar animais em certos tipos de experimentos, o número utilizado deverá ser o menor possível, desde que nos forneça resultados estatísticos significativos. Atualmente, o número de animais usados em experimentação diminuiu porque utilizam-se animais com estado sanitário e genético conhecidos, bem como são feitos o delineamento experimental e a análise estatística antes de se iniciar a pesquisa ou teste. Os cursos ministrados sobre animais de laboratório contribuíram enormemente para a redução no número de animais utilizados, pois ensinam como usar o menor número possível deles.
  • REFINEMENT – traduzido como Aprimoramento, refere-se a técnicas menos invasivas, ao manejo de animais somente por pessoas treinadas, pois uma simples injeção pode causar muita dor quando dada por pessoa inexperiente.

Cabe ressaltar que no caso de uso de animal morto, por exemplo, para ministrar uma aula, mas que esse animal tenha sido eutanasiado para a aula, deve submeter protocolo completo ao CEUA.


Downloads