Alunos do curso de Direito do campus Anchieta realizam Júri Simulado

Com iniciativa da coordenação do curso de Direito do campus Anchieta e apoio e participação de seus docentes, o Projeto Júri Simulado UNIP 2019 envolveu os alunos do oitavo e do nono semestre em uma dinâmica de treinamento e de imersão na prática profissional do Tribunal de Júri. O objetivo do evento, realizado no dia 16 de maio, foi o aperfeiçoamento acadêmico e profissional, mediante a vivência prática simulada de cada uma das etapas que constitui o procedimento.

Ao longo de todo o semestre, os alunos foram organizados em equipes de trabalho, responsáveis pelo desenvolvimento das tarefas e das etapas que tipicamente são desenvolvidas nos casos concretos por profissionais. Cada grupo foi orientado por um ou mais professores do curso, que atuaram como técnicos na condução do treinamento.

Ao todo, foram formadas cinco equipes para a realização do Júri:

Personagens (vítima, réu e testemunhas) - orientada pelo professor Ricardo Rossetti.

Polícia Judiciária - orientada pelo professor Marcelo Grimone.

Poder Judiciário e Expediente Forense - orientada pelos professores Sérgio Cantal, José Jacob Valente e Raphael Jacob Brolio.

Ministério Público - orientada pelo professor Marcelo Orlando Mendes.

Defesa - orientada pelos professores Ayrton Francisco Ribeiro e Carlos Eduardo Bello.

Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar um julgamento em plenário do Júri, com a sustentação oral das teses de acusação e de defesa, além de desenvolver a própria construção dos autos do processo, desde o início do Inquérito Policial até a prolação da sentença de pronúncia, que levou o réu a julgamento perante um Júri Popular. Quase 200 páginas constituíram o corpo do trabalho, totalmente elaborado pelos alunos, mediante orientação técnica, pesquisa e discussão em grupo.

Os alunos do primeiro semestre do curso de Direito também fizeram uma participação especial no Projeto. Entre os que se voluntariaram, foram escolhidos os membros que comporiam o Tribunal de Júri, dos quais sete foram sorteados para integrar o conselho de sentença que, ao final, decidiria pela absolvição ou pela condenação do réu.

A atividade contou com a orientação geral dos professores José Francisco Rolim e Ricardo Rossetti e, ainda, com a participação dos professores Laerte Marzagão e Luís Pardi. O caso-base tratava de uma suposta tentativa de feminicídio, que teria sido praticado com torpeza pelo réu contra a vítima. Na conclusão, o Júri decidiu pela absolvição.