Estudantes de Arquitetura vencem concurso de projetos para o Museu da Criatividade de São Paulo

Concurso 023, realizado pelo portal Projetar.org, lançou o desafio para universitários de todo o Brasil. Dos 108 inscritos, apenas três equipes foram premiadas e participaram da exposição no Pixel Show 2017

Um grupo formado por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIP Campinas e da Unicamp conquistou o primeiro lugar em concurso para projetar o Museu da Criatividade. Denominada Concurso 023, a iniciativa foi proposta pelo portal Projetar.org em parceria com a revista Zupi e o festival Pixel Show. Integraram a equipe os estudantes Nicolas Henrique de Oliveira Meireles (8º semestre), Efrain Mateus da Costa Gadelha (6º semestre) e Victor Hugo Buzim Fantini (5º semestre), da UNIP; e Aline Espindola Borba (10º semestre) e Juliana Leanza (8º semestre), da Unicamp.

O concurso propôs aos participantes desenvolver um projeto para o Museu da Criatividade, localizado em um terreno antigo no bairro Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. O desafio era criar um espaço social e cultural multidisciplinar voltado às artes visuais, design, fotografia, grafite, motion design, arquitetura, publicidade e muitas outras atividades.

Todo o processo ocorreu de setembro a dezembro, totalmente online. O projeto da Equipe 023075, formada pelos alunos da UNIP e UNICAMP, ficou em primeiro lugar, entre os 108 inscritos. Os três primeiros colocados receberam prêmios em dinheiro e tiveram seus trabalhos expostos no festival Pixel Show 2017, que ocorreu no início de dezembro, em São Paulo.

A proposta da Equipe 023075 foi conceber espaços capazes de provocar a criatividade dos visitantes. A organização dos ambientes orienta um passeio pelo projeto arquitetônico e, assim, a criatividade surge da coexistência entre pessoas e edifício. Como uma das formas para a proposta se tornar real, os estudantes sugeriram toda a estrutura do prédio em concreto armado e com lajes nervuradas. “A ideia é que o visitante veja o museu como uma tela em branco, trazendo à tona a ideia de que a arquitetura só é criativa se as pessoas coexistirem com a edificação”, esclarece Victor Buzim.

O projeto do edifício prevê dois andares, revestidos por placas cimentícias perfuradas e fechamento em painéis envidraçados, permitindo a entrada da luz natural. Para o térreo, foram projetados espaços de uso público e comercial, como um teatro de arena, biblioteca, praça de alimentação, auditório e coworking. “Nosso objetivo era integrar o entorno do museu com todas as suas áreas comuns e, com isso, atrair um público diversificado, promover interação e dinâmica à vida local. Como o Memorial da América Latina está bem próximo do local do museu, também é possível tornar direta a relação entre esses dois espaços”, explicam os membros da equipe.

A conclusão do concurso ocorreu em dezembro. Segundo a avaliação final do júri, a proposta foi eleita a melhor porque, além de ter atendido a todos os requisitos do edital e do programa, localizou todo o programa “social” do museu no pavimento térreo. “Poucas equipes fizeram isso”, pontuou a banca.

A comissão avaliadora do concurso foi formada por Caio Smolarek, sócio-fundador e idealizador do portal Projetar.org e sócio do Studio CSD; pela dupla Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian, do escritório Pascali Semerdjian Arquitetos; Henrique Stabile, arquiteto e designer, mestre pela FAU-USP e professor no IED SP – Istituto Europeo di Design de São Paulo; Marcelo França dos Anjos, especialista em Projeto de Arquitetura pela UEL e professor nas Faculdades Assis Gurgacz e Dom Bosco; e Thorsten Nolte, arquiteto alemão, atuante no mercado carioca há cerca de 10 anos, sócio do escritório “lompreta nolte arquitetos” e do grupo “atelier77”.